Há um tempo atrás me disseram que a vida universitária era uma das melhores fases na vida de qualquer pessoa.
Eu só fui saber o que isso realmente significava no momento em que passei a fazer parte disso tudo.
Prestei vestibular na , para o curso de Direito em Julho de 2007!
Sempre fui muito ligada nessa área, em parte porque sempre me vi me posicionando à favor das pessoas, sabe qual é, aquela história de Justiça Social e a outra parte porque sempre soube, no fundo, que meu lugar era lá na frente liderando o batalhão de soldados.
O vestibular foi aquela coisa: redação + questões.
Coração ansioso e a mil.
Sabia que dali em diante as coisas nunca mais seriam as mesmas.
Na semana seguinte, os resultados haviam sido disponibilizados na internet e lá fui eu ver se havia passado.
Digito o nome, e diz: nenhum resultado encontrado.
Eu gelo, um pânico me envolve. Resolvo digitar de novo.
Achei! Fui aprovada e em primeiro lugar!
Ae! Teria motivo para me gabar até o fim da vida!
As aulas começaram em Agosto de 2007 e no início achei que ia ser difícil me acostumar com tantos blocos, caminhos e lugares diferentes...Mas aconteceu o contrário: cada vez que eu dava um passo, ia conhecendo melhor e tendo contato direto com o meu novo ambiente pelos próximos cinco anos.
Pouco antes de entrar nessa universidade, conheci um sujeito e a gente saiu algumas vezes.
Ocorre que eu nunca garanti pro cidadão que ia adentrar a porta da igreja, de vestido branco e buquê de flores, pronta para dizer: sim eu aceito.
E aí um mês depois de estar ambientada na faculdade, fiz questão de reforçar isso diante de seus apelos para namorar. O que ocorreu?
Bem...o sujeito mostrou ter uma personalidade de psicótico-maníaco-obsessivo-louco-dependente-opressivo-e-
ciumento ao resistir aos meus apelos para que me deixasse em paz.
Enfim, demorou pra caramba para ele se afastar e finalmente me deixar em paz.
Hoje me cuido melhor dos malucos da vida.
Em compensação, o primeiro semestre foi importante demais da conta: me firmei como uma boa aluna e conheci pessoas como a Jasmine Boring* que permanece em minha vida até os dias atuais, se firmando como uma das pessoas fundamentais em minhas andanças universitárias!
O primeiro semestre sempre marca, até porque é o início de tudo.
A lição mais importante veio no final do semestre: nada acaba, tudo se renova e o aprendizado aprendido jamais será perdido.
É complicado tentar se desprender de mestres que passaram um semestre ao nosso lado, mas vi que isso não é uma despedida, é um passo à frente.
Não vejo mais isso atualmente como o término de uma etapa, mas o início e o prosseguimento de uma luta incessante.
Os professores podem prosseguir seus caminhos, ensinando novas turmas, mas o aprendizado que nos foi concedido jamais será perdido. Aprendi isso com o professor Norbert Roling*, de Fundamentos Antropológicos Jurídicos e que foi um dos melhores professores que já tive. (Mantenho contato, mesmo que breve, até hoje com essa criatura fantástica.)
Norbert sempre foi um professor muito paciente, compenetrado no seu mundinho e com um sotaque alemão inconfundível. É daqueles que adora testar os limites dos alunos.
Os limites se testam à partir do momento em que você vê quantas vezes você é capaz de cair e levantar de novo se mantendo sempre na luta!
sábado, 6 de dezembro de 2008
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